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Vitória de Maldonado traz certeza que automobilismo ganhou no domingo

Publicado em 14/05/2012 às 16h08
É preciso, antes de tudo, reconhecer: ninguém, absolutamente ninguém esperava por uma vitória de Pastor Maldonado da forma como aconteceu no último domingo (13) no GP da Espanha. A maioria dos prognósticos apontava para um êxito da Lotus de Kimi Räikkönen ou Romain Grosjean, ou mesmo a McLaren, sobretudo com Lewis Hamilton. Para a alegria do presidente, Hugo Chávez, e do povo venezuelano, Maldonado quebrou todos os prognósticos e venceu com autoridade uma corrida em condições normais, sem chuva, quebras dos adversários ou algo do tipo. O êxito de Pastor em Barcelona tornou a F1 ainda mais imprevisível, o que dá uma única certeza: o automobilismo venceu no domingo.

Definitivamente, uma temporada cujo começo conta com cinco vencedores de cinco equipes diferentes nas cinco primeiras corridas do ano, sendo que dois desses pilotos ganhadores foram inéditos, dá a certeza que não há certezas quanto a um favorito. Não há favoritos ao título deste ano. Sábio foi Mark Webber ao dizer que os tempos são outros e que acabou a dinastia Red Bull: “A mesa virou”.

Se o fim de semana foi de glória para a Venezuela de Maldonado e Hugo Chávez — o grande responsável por Pastor estar na F1 e na Williams —, os pilotos brasileiros decepcionaram mais uma vez. Bruno Senna teve dias para esquecer, principalmente por andar tão distante do ritmo do companheiro de equipe vencedor. Entretanto, o sobrinho de Ayrton ainda tem crédito, já que conquistou alguns bons resultados neste princípio de ano. O mesmo não se pode dizer de Felipe Massa, que completou a quarta corrida do ano fora da zona de pontuação. O placar entre Felipe e Alonso é humilhante, com 61 pontos somados pelo espanhol contra apenas dois do brasileiro. Seguramente, as críticas serão duríssimas contra Massa nos próximos dias.

Na opinião dos jornalistas do Grande Prêmio, o grande destaque do fim de semana foi, além de Maldonado, a ressureição da Williams, que volta a se colocar como uma das grandes da F1 depois de oito anos no limbo. E já está mais do que claro que a decadência de Massa é mesmo um caminho sem volta.
Imagem: Lotus F1/LATMaldonado celebra vitória épica no GP da Espanha(Imagem:Lotus F1/LAT)Maldonado celebra vitória épica no GP da Espanha


Confira a classificação do campeonato depois do GP da Espanha

Flavio Gomes, diretor do Grande Prêmio e da agência Warm Up, exaltou o feito de Maldonado, que chegou à F1 rotulado como piloto pagante, mas que mostrou potencial para avançar na carreira. “É quase impossível passar ao largo de algumas questões políticas quando se trata de uma vitória como a de Maldonado hoje em Barcelona. Afinal, Pastor é fruto direto de uma política de Estado da Venezuela, a de apoiar pilotos em várias categorias pelo mundo através da PDVSA, sua estatal petrolífera. Pode-se achar certo ou errado, pode-se, e deve-se, discutir até onde é razoável a destinação de verbas ao esporte em países pobres, mas o fato é que está dando certo.”

“E o grande resultado veio antes do que se previa. Maldonado está apenas em sua segunda temporada na F1. E conquistou uma vitória daquelas, levando a bandeira de seu país e a alma bolivariana ao céu”, avaliou Gomes, que admitiu sequer ter sonhado com uma eventual vitória do venezuelano em solo catalão no último domingo. “Eu, sinceramente, achava que Maldonado não chegaria nem no pódio. Errei feio, ainda bem. Ganhou com autoridade, perdeu a ponta apenas na largada e após um pit stop, e no fim soube se sustentar à frente de Alonso, apesar das insinuações de pressão por parte do asturiano. O ritmo de corrida da Williams foi surpreendente”, disse o jornalista.

Quem demonstra a mesma surpresa com o êxito de Pastor no circuito de Montmeló é Victor Martins, editor-executivo do Grande Prêmio. Surpresa não apenas pela vitória em si, mas pela maneira como esta foi conquistada. “Não se esperava de Maldonado uma corrida tão perfeita quanto a que fez. Foram 66 voltas num ritmo forte e sem erro, mesmo quando Alonso se assanhou e tentou pressioná-lo. Acelerou naquelas que precisava com os pneus mais novos e na parada antecipada que fez para voltar à frente do ferrarista”, opinou Martins, que considera a vitória do venezuelano um alento para os amantes do esporte.

“A emoção pela vitória de Maldonado fica por um bom tempo. O automobilismo ganhou. E se teve alguém que não curtiu, desculpe, essa pessoa não gosta de F1”, complementou.

Fernando Silva, editor do Grande Prêmio, entende que a vitória de Maldonado foi incrível tanto pelo piloto quanto pela Williams. “A conquista de Pastor foi histórica sob vários prismas: não apenas por ser a primeira da Venezuela na F1, o que, por si só, já é um feito notável. Mas Maldonado quebra vários paradigmas quanto à questão da ‘aura’ nem sempre bem vista de piloto pagante. Ora, com exceção dos caras das equipes de ponta do grid, praticamente todos os outros contam com patrocinadores fortes. Assim como já fizera Sergio Pérez na Malásia, o venezuelano mostra que o talento sempre se sobressai ao fator financeiro. E outra, indica também que a Williams fez o certo ao apostar nele para o futuro. Ponto para a equipe do velho e bom Frank, lenda viva do automobilismo e que voltou a celebrar uma vitória de seu outrora combalido time depois de tanto tempo.”

A menção honrosa vai para Fernando Alonso, que, na opinião de Gomes, evidenciou o gigantesco passo à frente que a Ferrari deu neste princípio de fase europeia do Mundial. E o espanhol indicou que poderá lutar pelo tri mundial até o fim, principalmente depois e ter empatado com Sebastian Vettel na liderança do campeonato, com 61 pontos. “O carro da Ferrari melhorou depois de Mugello. E se os outros são mais rápidos, não são tão mais rápidos assim. E nem sempre conseguem andar na frente de Alonso.”

Mais uma vez, Massa foi tema do Opinião GP por conta de uma performance negativa. Gomes não entende o que está acontecendo com o número 2 da Ferrari, mas tem a certeza que seus dias em Maranello estão contados. “Massa teve no desempenho do companheiro em Barcelona um soco no estômago. Talvez estejamos julgando a Ferrari equivocadamente, pelo desempenho de Felipe. Que vem sendo muito ruim, cada vez pior. De novo, só chegou na frente dos nanicos entre os que terminaram: Kovalainen, Petrov, Glock e De la Rosa. Aí não dá. OK, foi punido com um drive-through como Vettel, por não ter tirado o pé numa bandeira amarela. Mas Vettel terminou em sexto. O que acontece com Massa, ninguém sabe. O que vai acontecer, infelizmente para ele, é evidente. A questão agora é apenas saber quando.”

Martins também falou sobre a humilhação sofrida pelo brasileiro da Ferrari no último domingo. “Massa não pode culpar a punição por seu 15º lugar. Aliás, a tabela de classificação tem sido cada vez mais acachapante: 61 a 2 para Alonso. Nem parece que tem uma Ferrari nas mãos. Hoje tomou uma volta do companheiro. E tal como Vettel, a performance do Bahrein foi exceção na temporada”, comentou o editor-executivo do Grande Prêmio.

Senna, por sua vez, ainda tem crédito, mas a vitória do seu companheiro de equipe foi um sinal de alerta, ainda mais porque o reserva imediato, Valtteri Bottas, está cada vez mais prestigiado em Grove. “Foi um fim de semana muito ruim para Senninha, que precisa se aprumar. O parceiro largou na pole e ganhou a corrida. Isso muda, inclusive, o patamar de suas ambições a partir de agora. Se a Williams tem um carro capaz de vencer um GP, e Maldonado mostrou que dá, é atrás de algo parecido que ele tem de ir agora”, opinou Gomes.

E quanto à vitória da Lotus? Flavio entende que ela ainda está por vir e diz que outras equipes também poderão ter o prazer de estar no topo do pódio neste ano. A julgar pela épica e inesperada conquista de Maldonado, nada é impossível na F1 dos dias atuais. “É o melhor campeonato dos últimos anos, talvez de todos os tempos. É um eletrocardiograma. McLaren, Ferrari, Mercedes, Red Bull e Williams já venceram. A Lotus vai ganhar também e, com alguma sorte, a Sauber. E por que não imaginar uma corrida maluca qualquer, e aí aparece uma Force India, ou uma Toro Rosso?”, finalizou.


Fonte: msn.com

Edição: Mônica Rosa

Contato: redacao@vooz.com.br

Keywords: vitória, Espanha, Maldonado, automobilismo


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