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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura hoje, em Porto Alegre (RS), o Centro Nacional em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). O Ceitec tem como objetivo a realização de projetos e a fabricação e o desenvolvimento de circuitos integrados (chips). O governo federal investiu no empreendimento cerca de R$ 450 milhões.
O Ceitec, única empresa comercial no Brasil e na América Latina a realizar o processamento e a fundição de lâminas de silício visando à produção de chips, é uma empresa pública que está sendo instalada em um complexo de 14.600 m2, localizado em uma área com cerca de 5,6 hectares. A meta é implantar um ecossistema microeletrônico, com o propósito de capacitar o País para o desenvolvimento e a produção de circuitos integrados.
A empresa possui duas unidades principais, uma unidade fabril e um centro de pesquisa e desenvolvimento. Este último foi inaugurado em 27 de março de 2009 e também funciona no complexo, em Porto Alegre. O centro de pesquisa e desenvolvimento conta com engenheiros altamente especializados que realizam projetos comerciais de circuitos integrados de grande complexidade.
A equipe já desenvolveu um chip de modulação para o sistema brasileiro de TV Digital, um chip de radiofrequência para identificação animal voltado para rastreabilidade bovina (chip do boi) e uma família de circuitos integrados em 915 MHz com ampla utilização na identificação eletrônica de bagagens, automóveis e medicamentos. Também já foi desenvolvida tecnologia para o passaporte eletrônico.
A atividade do Ceitec envolve acordos com instituições nacionais e internacionais, públicas e privadas; parcerias com indústrias e centros de pesquisa; acordos de fornecimento de matéria-prima e insumos; projetos de pesquisa e desenvolvimento; negociação com fornecedores e clientes e atuação no mercado internacional de componentes. A empresa colocará no mercado produtos de ponta na área de circuitos integrados, capazes de competir nacional e internacionalmente.
Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, a expectativa para 2010 é de que o Centro empregue 120 engenheiros, incluindo mestres, doutores, engenheiros com larga experiência na indústria de circuitos integrados e recém-formados. A fábrica também deve empregar ainda cerca de 40 profissionais com alta especialização.