Jornal declara: Kadafi deu R$ 125 mi para campanha de Sarkozy em 2007
No documento, datado de 10 de dezembro de 2006, o atual responsável pelo serviço secreto, Moussa Koussa, concede autorização para o diretor do gabinete de Kadafi, Bashir Saleh, efetuar o pagamento. No texto, Koussa se refere à realização de reuniões preparatórias com Brice Hortefeux, então secretário de Estado de Coletividades Territoriais, homem próximo a Sarkozy e diretor da campanha que o levou à presidência em 2007.
Além disso, o chefe do serviço secreto cita Ziad Takieddine, empresário franco-libanês envolvido na França em outros casos de financiamento ilegal de partidos. O documento se refere a um encontro realizado em 6 de outubro de 2006 com Hortefeux e Takieddine como parte das negociações para se chegar ao valor do pagamento.
Pouco antes do início da intervenção internacional na Líbia, o ditador líbio ameaçou relevar documentos que provavam o financiamento da campanha de Sarkozy, um dos idealizadores da ofensiva ao país. O presidente francês considerou na época as acusações "grotescas".
Em março, o jornal Libération também afirmou que o dinheiro obtido com a venda de um sistema de espionagem à Líbia pode ter servido para financiar a campanha de Sarkozy.
Edição: Mônica Rosa
Contato: redacao@vooz.com.br
Keywords: Campanha, sarkozy, serviço secreto, Kadafi
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