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Por Natuza Nery e Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA (Reuters) - Pelas contas de lideranças peemedebistas, há apenas duas hipóteses fortes para o destino do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles: o Senado ou permanecer à frente da autoridade monetária.
Nenhum de seus correligionários ouvidos pela Reuters contempla a chance de que assuma a vaga de vice ao lado da ministra Dilma Rousseff. Para eles, esse lugar já tem dono, o deputado o deputado Michel Temer (SP).
A contabilidade do governo ainda contempla Meirelles ao posto, embora as análises internas e do próprio presidente da República vejam essa opção cada vez mais improvável.
Meirelles é "cristão-novo" no PMDB. Por erro ou maldade, elesequer foi incluído na chapa do diretório nacional da legenda que reconduzirá Michel Temer ao comando da sigla neste sábado.
Além de dar direito a voto nas decisões partidárias, uma vaga no diretório confere também peso e organicidade partidária a seus membros.
"Foi uma falha. Infelizmente, não o incluímos no diretório. Agora, não dá mais, a chapa já foi registrada", disse à Reuters o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Praticamente todos os deputados, senadores e estrelas peemedebistas têm lugar nessa estrutura. Cada integrante tem direito a um voto na próxima convenção, em junho. O encontro do meio do ano deve chancelar a política de alianças para as eleições de outubro e confirmar o nome do candidato a vice-presidente ao lado do PT.
"O Meirelles é um grande quadro. Pode ser qualquer coisa dentro do (novo) governo. Ele receberia nossa indicação para ser ministro da Fazenda sem problemas. Só que ele ainda é cristão-novo, ainda não tem articulação política no partido. Isso vai acontecer com o tempo", acrescentou Cunha, referindos-se à vice.