Gilberto Carvalho diz a evangélicos que governo federal é contra o aborto
Publicado em 15/02/2012 às 22h31
A presidente Dilma Rousseff mandou recado à bancada evangélica no Congresso pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral): é contra o aborto e ministro não tem posição individual, mas de governo.
"A presidente pediu que eu reafirmasse para a bancada que a posição do governo sobre aborto é a posição que ela assumiu na campanha eleitoral e que nós ministros, as posições que sustentamos publicamente não são posições individuais, são posições do governo e a posição do governo sobre essa questão [aborto] está absolutamente clara e assim vai continuar", disse Carvalho ao participar de reunião com a frente, nesta quarta-feira, no Congresso.
O ministro se reuniu com o segmento evangélico para explicar declarações durante o Fórum Social, em Porto Alegre, mês passado.
Na ocasião, Carvalho afirmou que o Estado deve fazer uma disputa ideológica pela "nova classe média", que estaria sob hegemonia de setores conservadores.
"Lembro aqui, sem nenhum preconceito, o papel da hegemonia das igrejas evangélicas, das seitas pentecostais, que são a grande presença para esse público que está emergindo", disse durante o fórum.
Na reunião com a Frente Parlamentar Evangélica, Carvalho disse que foi "mal interpretado" e pediu "perdão" pelo "sentimento" que suas declarações provocaram em alguns deputados e senadores.
"Minha fala foi traduzida de maneira equivocada, houve interpretação de que o governo se armava para fazer uma guerra com as igrejas evangélicas. Vim aqui para dizer que isso não é verdade, não temos de maneira nenhuma essa intenção, pelo contrário, o governo considera as igrejas evangélicas parceiras e muito importantes. Seria uma loucura fazer uma rede para combater as igrejas evangélicas."
O deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da frente, disse que o episódio está superado.
Imagem: ReproduçãoClique para ampliar
Ministro Gilberto Carvalho durante reunião com a bancada evangélica na Câmara
Dilma tenta acalmar os ânimos da Frente Parlamentar Evangélica, que questiona a escolha de Eleonora Menicucci para a Secretaria de Política para as Mulheres. A nova ministra é defensora de mudança na legislação relativa ao aborto. Ela própria afirma já ter passado por dois.
Ministro Gilberto Carvalho durante reunião com a bancada evangélica na Câmara"A presidente pediu que eu reafirmasse para a bancada que a posição do governo sobre aborto é a posição que ela assumiu na campanha eleitoral e que nós ministros, as posições que sustentamos publicamente não são posições individuais, são posições do governo e a posição do governo sobre essa questão [aborto] está absolutamente clara e assim vai continuar", disse Carvalho ao participar de reunião com a frente, nesta quarta-feira, no Congresso.
saiba mais
- Conselhos de medicina defendem aborto até o 3º mês de gestação
- Uruguai aprova projeto de lei que descriminaliza o aborto
- Piauí terá dois hospitais para aborto de anencéfalos ainda em 2012, diz Saúde
- Conselho de Medicina cria comissão para redefinir critérios de anencefalia
- Bispo Bergonizi volta à carga contra onda abortista deflagrada pelo PT
- Leia mais sobre Aborto
O ministro se reuniu com o segmento evangélico para explicar declarações durante o Fórum Social, em Porto Alegre, mês passado.
Na ocasião, Carvalho afirmou que o Estado deve fazer uma disputa ideológica pela "nova classe média", que estaria sob hegemonia de setores conservadores.
"Lembro aqui, sem nenhum preconceito, o papel da hegemonia das igrejas evangélicas, das seitas pentecostais, que são a grande presença para esse público que está emergindo", disse durante o fórum.
Na reunião com a Frente Parlamentar Evangélica, Carvalho disse que foi "mal interpretado" e pediu "perdão" pelo "sentimento" que suas declarações provocaram em alguns deputados e senadores.
"Minha fala foi traduzida de maneira equivocada, houve interpretação de que o governo se armava para fazer uma guerra com as igrejas evangélicas. Vim aqui para dizer que isso não é verdade, não temos de maneira nenhuma essa intenção, pelo contrário, o governo considera as igrejas evangélicas parceiras e muito importantes. Seria uma loucura fazer uma rede para combater as igrejas evangélicas."
O deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da frente, disse que o episódio está superado.
Fonte: Folha
Edição: Milana Santos
Contato: redacao@vooz.com.br
Keywords: aborto, Presidênte, posição, igrejas, evangélicas
Edição: Milana Santos
Contato: redacao@vooz.com.br
Keywords: aborto, Presidênte, posição, igrejas, evangélicas
leia mais sobre Aborto
- Conselhos de medicina defendem aborto até o 3º mês de gestação
- Uruguai aprova projeto de lei que descriminaliza o aborto
- Piauí terá dois hospitais para aborto de anencéfalos ainda em 2012, diz Saúde
- Conselho de Medicina cria comissão para redefinir critérios de anencefalia
- Bispo Bergonizi volta à carga contra onda abortista deflagrada pelo PT
leia mais sobre Política
O que você achou dessa notícia?
Avalie aqui:
Média de avaliações
Envie essa notícia para um amigo:
Comunicar erro na notícia:


Avalie essa matéria
Comente
Denunciar erro
Enviar por e-mail
Imprimir
Rss




