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Feriado de 1° de maio é marcado por protesto dos professores

Publicado em 01/05/2012 às 13h55
O Feriado de 1° de Maio em Teresina foi marcado por protestos. Nesta manhã, professores das redes municipal, estadual e federal se concentraram na frente do Palácio de Karnak para manifestar a insatisfação contra os reajustes salariais, exigirem o piso nacional dos professores e reivindicarem outros direitos. 
Imagem: Evelin SantosClique para ampliarProtesto dos Professores(Imagem:Evelin Santos)Protesto dos Professores
Foram organizados dois atos, um realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí (SINTE), e outro pelos Servidores Municipais (SINDSERM). Foram dois carros de som, dois discursos de protesto, uma parte da Feri Serafim foi bloqueada e os carros saíram em carreata.
Imagem: Evelin SantosClique para ampliarCarreata dos Professores(Imagem:Evelin Santos)Carreata dos Professores

Representando os Servidores Estaduais, a presidente do Sinte, Odeni de Jesus, declarou que a data é relevante para a luta dos trabalhadores e informou que os professores ainda estão na luta para suas reivindicações junto ao governo Estadual.  "Todas as classes trabalhadores estão unidas nesta luta, não só os professores", assegurou a docente.

A categoria irá participar de uma reunião nesta quinta- feira (03) com o governador Wilson Martins.

Já em relação aos Servidores Municipais, de acordo com o membro da diretoria de comunicação do Sindserm, Hudson Carvalho, há três pontos no projeto encaminhado à Câmara Municipal de Teresina pelo prefeito Elmano Férrer que desagradam os servidores. O primeiro problema é na tabela de vencimentos que deveria ter reajuste de 24,26% ao invés dos 22,22% propostos pela prefeitura. O segundo é que o texto não contempla os aposentados e o último é que não haverá retroatividade a janeiro, segundo o sindicato. 

"Nós começamos a greve com 90% dos professores, mas depois que o prefeito anunciou o reajuste agora estamos com 70%. Mesmo assim não vamos ceder. Estamos contando o total de servidores, não as escolas", declara. 

Os professores municipais vão acompanhar a votação do projeto nesta quarta-feira (2), na Câmara. Hudson Carvalho, declarou: "Se não tiver acordo entre a prefeitura e o sindicato, a greve vai durar até o fim do ano. Se concordarem com a nossa proposta, a greve encerra amanhã; tudo depende deles".

Nesta quarta-feira deverá haver uma reunião na prefeitura entre o Sindserm com a líder do prefeito na Câmara, a vereadora Graça Amorim.

 

 

 


Fonte: Mônica Rosa

Edição: Fernanda Gil Rocha

Contato: redacao@vooz.com.br

Keywords: greve, trabalhadores, professores, luta, sindicato


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