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Por Adam Entous e Mark Trevelyan
ANCARA/MUNIQUE (Reuters) - Os Estados Unidos e a Alemanha disseram neste sábado não terem visto nenhum sinal de que Teerã poderia fazer concessões sobre o seu programa nuclear, apesar dos comentários otimistas do ministro do Exterior do Irã nesse sentido.
O ministro do Exterior iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou haver tido "uma reunião muito boa" com o chefe da agência nuclear das Nações Unidas sobre um plano para a troca de urânio pouco enriquecido do Irã por combustível nuclear pronto para ser usado em reatores do país na produção de isótopos médicos.
Um acordo para a troca de combustível pode significar uma saída para a longa disputa sobre o programa nuclear iraniano, programa que o Ocidente teme que possa ser usado para produzir uma bomba atômica.
O secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates, disse no entanto que o Irã não tem considerado as preocupações ocidentais sobre o programa e sugeriu ser hora para novas sanções contra Teerã. Os iranianos negam que o seu projeto nuclear tenha fins militares.
"Não tenho a percepção de que estamos perto de um acordo," afirmou Gates a jornalistas em Ancara, onde encontrou lideranças turcas.
O ministro Mottaki declarou na sexta-feira que as perspectivas para um acordo são boas, mas reafirmou duas condições que podem impedir avanços: as trocas de combustíveis devem ser simultâneas, e o Irã determinaria as quantidades envolvidas na troca.
Neste sábado, depois do encontro com o representante das Nações Unidas, Mottaki disse que poderia querer trocar menos de 1.200 quilos de urânio. As potências mundiais querem que o Irã se desfaça do urânio de uma vez só.
"Nós determinaremos a quantidade com base nas nossas necessidades, e nós informaríamos as partes sobre as nossas necessidades," afirmou ele, durante o encontro em Munique, na Alemanha.