Deputados podem aprovar aumento de 60% no próprio salário
Antes de entrar de férias, o Congresso discute silenciosamente um aumento de salário de mais de 60%. A votação pode ocorrer nesta quarta-feira (15). Faltando nove dias para o Natal, os parlamentares trabalham para se dar um presente que, sem dúvida, muita gente gostaria de ganhar: esse superaumento.
Explicação eles têm: equiparar os salários aos vencimentos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso só depende deles. É botar em votação, aprovar e começar a receber. Papais Noeis em causa própria mesmo.
O aumento do salário dos deputados e senadores está em discussão, mas é um assunto entre eles. “Não há decisão sobre reajuste. A reunião foi suspensa sem uma deliberação definitiva sobre o assunto”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (PSDB-BA).
Os deputados que negociam o reajuste não querem falar. “O presidente da casa é quem fala”, disse o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), quatro secretário da Câmara.
A proposta em discussão é igualar os salários de deputados e senadores aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que ganham 26,7 mil. Se for aprovado, será um reajuste de mais de 60%.
O projeto deve ser votado nesta quarta-feira (15) na Câmara. Só o PSOL é contra. “Nivelar por cima é algo que não é explicável e não é aceitável para a população”, defende o líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (PSOL-SP).
Para entrar em vigor, o reajuste também tem de ser votado pelos senadores. “Parlamentar ganha razoavelmente. Não ganha muito, nem ganha pouco, mas eu acho correto fazer a correção pela inflação do salário a cada quatro anos”, declarou o senador Renato Casagrande (PSB-ES).
Para valer já em 2011, o aumento tem de ser votado na Câmara e no Senado ainda este ano. Se aprovado, vira lei. Não depende da sanção do presidente Lula.
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