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Por Aluísio Alves
SÃO PAULO (Reuters) - Dados positivos de empresas e o apoio de autoridades europeias a países da região em fragilidade fiscal abriram uma clareira no nervosismo do mercado, levando a Bovespa à primeira alta em quatro sessões no dia de ontem.
O Ibovespa subiu 0,62 por cento, para 63.153 pontos, escoltado pelas blue chips Petrobras e Vale, centro da disputa pelos contratos de opções. O volume de contratos exercidos no vencimento desta segunda-feira, de 2,2 bilhões de reais, levou o giro financeiro total para 8,4 bilhões de reais.
Para profissionais do mercado, o contínuo vai-e-vem desta segunda-feira continuará sendo a tônica no curto prazo, pelo menos até que investidores enxerguem uma saída para a debilidade nas contas públicas de Grécia, Portugal e Espanha.
Desta vez, manifestações de autoridades europeias do G7 de apoiar essas nações deram alguma força ao euro, que teve breve recuperação frente ao dólar. Ato contínuo, as cotações das commodities avançaram, sustentando ações de empresas ligadas a produtos como metais e petróleo.
"É normal num processo de queda forte como esse algum repique momentâneo. Mas a promessa de curto prazo é de mais volatilidade", disse o diretor da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira.
O clima de indefinição foi ilustrado pelo desempenho divergente dos mercados globais nesta segunda-feira. O principal índice europeu subiu após 3 quedas seguidas, apoiado em ações de farmacêuticas e de empresas ligadas a matérias-primas.
Já em Wall Street o noticiário corporativo foi suficiente para segurar os índices no azul apenas nas primeiras horas de negócios. No fechamento da Bovespa, já operavam em baixa.
Na bolsa paulista, ganhos isolados deram fôlego ao índice. Fibria deu um salto de 6,2 por cento, a 34,60 reais. Gafisa, que divulga seu resultado do quarto trimestre ainda nesta segunda-feira, avançou 4,22 por cento, para 24,19 reais.
Dentre as blue chips, o papel preferencial da Vale ganhou 1,1 por cento, saindo a 41,25 reais, enquanto a da Petrobras cresceu 0,7 por cento, a 31,74 reais. A companhia ficou apenas na quarta posição em volume de exercício dos contratos de opções, atrás de Vale, Itaúsa e OGX.