Um poema para Antonio Amaral e Tiago Moura
Atualizada em 27/02/2012 às 05h41
CARDEAIS
Para Antonio Amaral curtir e Tiago Moura musicar
Cardeais ofegantes da alegria
Detentores de dengo e de segredo
Vadios moleques, malungos e desterros
Querubim bem mulato e aleijadinho
Desvirou meu carnaval
II
Sambou e cantou no tom
Falou do meu Cafuçu
balangandãs e bandeiras
Louvando a musa crioula
Nicinha me acuda na glória
Brincantes no mei`da feira
Meu Deus do céu Teresina
III
Não vou mais para lá Lisboa
Ficarei por aqui pretinha
Bem perto das labaredas
Ardendo o quengo da bossa
Curtindo na camarinha
IV
Meu martelo não dá conta
Da malandragem que mora
No centro do pavimento
Pelouro não mais se aguenta
Soberba seduza e chora
E o mar vai molhar na aurora
Das bordas temporais infindas
V
Banana na cumeeira
Sinais do tempo na barra
Da saia da vida é bela
Na tela de meu cinema
VI
Cardeais, ô cardeais, ó cardeais, cardeais…
Oh! Cardeais ofegantes da alegria
Eu bem que falei.
Acilino Madeira
Coimbra/Inverno 2012.
Fonte: do autor
Keywords: carnaval, alegria, cardeais
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