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Por Luiz Gonzaga Bertelli - Presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp
O comportamento do estudante que faz estágio é muito diferente dos demais jovens que ainda não começaram a se capacitar profissionalmente. Professores e gestores de recursos humanos frequentemente dão depoimentos atestando o rápido amadurecimento proporcionado pelo treinamento prático em ambiente de trabalho. Mas uma pesquisa realizada este ano pelo Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) identificou que os próprios estudantes têm essa percepção das mudanças.
Foram ouvidos 6,6 mil estudantes, dos quais 86,6% atestaram que o estágio melhora o desempenho escolar. E isso não é retórica. O encontro dos estudantes com problemas reais do mundo do trabalho, com profissionais mais experientes e com novos conhecimentos proporciona o desenvolvimento de raciocínio para 45% dos estagiários.
Nada mais natural, afinal, como em qualquer outra atividade, o aperfeiçoamento só é obtido com muito treino, tentativas e erros sob a supervisão de um tutor. Aí está, portanto, a origem do termo inglês coaching, conceito que está na boca dos principais gurus de recursos humanos e que serve para designar tanto a atividade do treinador esportivo quanto de determinados tipos de gestores especializados em orientar executivos ou jovens em início de carreira.
Os benefícios do estágio, aos olhos dos jovens, não param por aí. O aumento de responsabilidade e agilidade na realização de provas e trabalhos escolares foi notado por 37%. Os educadores também têm essa percepção, como constatado em pesquisa realizada pelo instituto TNS InterScience. Para 90% dos professores, o estágio ajuda e ajuda muito a aumentar a retenção das matérias.
Além disso, para 53%, os estudantes estagiários se tornam ainda mais exigentes, passando a questionar mais durante as classes e a cobrar mais de quem dá aulas. O estágio também ajuda a aprimorar a expressão oral e escrita (96%), a atenção nas aulas (89%) e, consequentemente, as notas (93%).
Por tudo isso, voltando à primeira pesquisa, 17% dos estagiários atestam que sentiram o amadurecimento na relação aluno-professor. Um bom programa de estágio é um jogo em que ninguém sai perdendo, mesmo porque os jovens estão muito bem respaldados pela lei e tem o poder de interromper seu treinamento, sem qualquer prejuízo material, assim que percebe qualquer irregularidade.
Fundado há 45 anos, o Ciee é uma organização não governamental (ONG) filantrópica e sem fins lucrativos. Nessas quatro décadas, já inseriu por meio do estágio nove milhões de jovens estudantes no mercado de trabalho, contando com a parceria de 250 mil empresas e órgãos públicos.
Mantido pelo empresariado brasileiro, sua atuação se pauta pela legislação específica para o estágio: a Lei 11.788/2008.
Christian Messias - Notícias da educação na mídia, editoriais, opiniões e entrevistas; Comunicação e Radialismo; Humor e Curiosidades você encontra aqui.
Prof. Christian Messias Pedagogo, Pós-Graduado em Metodologias Inovadoras - Gestão Escolar e Educação a Distância. Estudante de Radiodifusão e TV pela Fundação Dom Avelar. Ministrante de cursos e palestras na área educacional em cursos de capacitação, graduação e pós-graduação.
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