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Flalrreta Alves

Flalrreta Alves

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22/12/2009
Gelo sem água

O que fica depois de Copenhague

Porque eu não postei durante a Conferência em Copenhague?

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O motivo mais óbvio para justificar seria: porque não estava lá para dar notícias em tempo real e porque estava envolvida com outras causas. O que seria contraditório por parte da blogueira, afinal, essa tem uma ligação muito forte com os assuntos ambientais.
Na realidade, a verdadeira justificativa, por mais pragmática que seja é: já sabia o resultado – ou a falta dele.

Não surpreende as publicações a cerca dos grandes discursos e pouca viabilização desses durante a Conferencia das Nações Unidas Sobre as Mudanças climáticas (COP 15). A mobilização para reunir cientistas, ambientalistas, políticos e grandes lideres foi grande em prol de um único tema. E claro, que ninguém queria perder a oportunidade para “se mostrar”. Eis porque o ceticismo de quem milita nas causas ambientais.

O jornalista mais atento deve lembrar que muitas foram as manifestações pedindo de fato, intervenção a cerca do aquecimento global (vide a campanha TIC TAC). Mas a pauta ficou mesmo só com as manifestações, porque lá em Copenhague, ninguém estava a fim de resolver problemas de clima.

Claro que não. Não precisa ser doutor em análise de discurso pra perceber que todos estavam com o objetivo de desenvolver-se e de não pagar multa por isso, caso prejudique o meio ambiente.

Observem os resultados. Ficou como está. Aliás, não ficou. Salvo os emergentes e os Estados Unidos terão que reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, Agora ninguém paga mais nada por emitir gases à atmosfera. É companheiros, e a gente achando que só evoluíamos...

Se alguém for contestar com o argumento sobre o relatório comprado afirmando que não existe efeito estufa generalizado, ou só peço paciência. Certamente é algum jornalista agradecendo as pautas...

Matérias/reportagens sobre enchentes, seca, furacão e demais interferências “naturais” não vão faltar. Mas o titulo será o mesmo: “desastres” ou “tragédia”. Nunca que alguém falará “já sabíamos” e “isso poderia ter sido evitado”

Brasil.

Comemoramos a entrada do Brasil em grandes decisões. Como disse o próprio Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, “saímos do armário”.            Mas... decidimos o que?
Que vamos seguir as metas apresentadas?
Ok, beleza. Mas isso não é mais do que obrigação?
Tudo bem, engolimos o discurso de que ao cumprir a meta o Brasil vai emitir menos 1 bilhão de toneladas de C02 até 2020. Se não se fizesse nada seriam emitidos 2,7 bilhões de toneladas.
Lugar comum, visto que o Brasil não tem responsabilidade histórica no acumulo de gases-estufa responsáveis pela alteração do clima.
Essa é a parte que devemos ter orgulho (pra não ficar com raiva pela COP-15).

O Brasil é a maior nação preocupada com o meio ambiente (na CPO-15, além do clima, nossos representantes também levantaram a discussão a respeito das florestas). E nós, somos o único país a crescer sem precisar maltratar a atmosfera.

É Mirian, tem uma parte do lead que você não citou. A Ministra vacilou no discurso. Assim como Barack Obama. Mas na próxima, antes de fazer conspirações políticas, vamos falar do que interessa...


 

Edição:  Flalrreta  | Fonte:  google
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Sobre o Blog

Flalrreta Alves - Tenho a comunicação como algo social, e não um passatempo ou brincadeira. Comentar as notícias cotidianas, trazer a consciência do nosso papel social para dentro do texto, conseguir vê além dos meios e mensagem. Essa é a proposta do blog que tentarei escrever. Fazer os números divulgados na economia refletir na leitura do dia-a-dia. Tratar de assuntos relacionados ao meio ambiente, mostrando que é possível desenvolver sem desmatar. Mostrar que o cidadão, que lê o texto é peça fundamental para a continuidade do próximo. Fica a dica para mais edições.

Sobre o blogueiro

Flalrreta Flalrreta Flalrreta Alves. Nome estranho, para a dona indecifrável. Flal, como é chamada pelos amigos, é uma moça alegre e ao mesmo tempo triste. Sempre de bom humor, justa e disposta a ajudar quem precisa, pouco percebe-se o cansaço e a tristeza que essa moça tão enigmática tem. Filha única, sem pai e criada pela avó, passou em todo vestibular que fez. Não importa se era Contabilidade, Química ou Comunicação Social. Com a graduação, fica dividida entre o mestrado e o cargo de Relações Publicas do Planalto Central. Um coisa é certa, amar e mudar as coisas é o que mais lhe interessa.

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