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Quem já viu Ben Self, o marqueteiro online de Barack Obama, falar não se surpreende com Scott Goodstein, o marqueteiro móvel do atual presidente dos Estados Unidos e fundador da consultoria Revolution Messaging, falando.
Bem humorado como Kevin Mitnick, Goodstein subiu ao palco principal da Campus Party Brasil 2010 nesta terça-feira (27/1) para detalhar como a campanha do então candidato democrata à presidência se aproveitou dos celulares.

A semelhança entre Goodstein e Self está, primeiramente, no discurso: ambos contextualizam as estrategias com informações da adoção tecnológica nos Estados Unidos e passam por cima das diretrizes básicas da campanha.
Passada a introdução, Goodstein aborda a maneira como eleitores nas primárias (os eventos onde os partidos Democrata e Republicano escolhem seus candidatos) foram incitados a enviarem mensagens de texto para que recebessem informações ou convocações de Obama.
O segredo está no mailing formado: com os números de celulares de correligionários (Goodstein não falou a quantidade), foi possível agir rápido e disparar SMSs, por exemplo, explorando gafes da campanha republicana.
A formação da base de contatos começou na Carolina do Sul, primeiro estado onde se realizaram as primárias para as eleições presidenciais de 2008, e, durante a campanha, foi potencializada por iniciativas móveis, atingindo seu ápice no lançamento do aplicativo para iPhone.
Goodstein admite que algumas coisas não deram certo, sem exemplificar uma das falhas tecnológicas da campanha: o aviso da escolha do senador Joe Bidden como candidato a vice, a ser feito por SMS, não ocorreu como esperado.
A estrategia de formar um mailing era o mesmo para internet: o foco da campanha online de Obama não eram redes sociais, mas sim o próprio site e os e-mails. Qualquer iniciativa social servia para trazer eleitores aos próprios domínios online de Obama, martela Self em suas palestras.
Há outra coincidência entre ambos: no Brasil, ambos se esquivam com afinco das perguntas sobre campanhas eleitorais brasileiras.
Em visita ao Brasil em outubro, Self foi bombardeado sobre o contato com João Santana, responsável pela campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Goodstein não foi diferente. Ao ouvir a pergunta do repórter sobre o eventual envolvimento com o Partido dos Trabalhadores, abre bem os olhos e diz que está ali só para falar da Campus Party Brasil.
Não nega nem confirma informações de fontes do IDG Now! de que a Revolution Messaging já estaria esquematizando operação no Brasil para trabalhar nas eleições 2008. Confirma apenas que realizou três ou quarto reuniões.
Luciano Dias - Blog do Luciano Dias
Luciano Dias Luciano Dias é Jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí e escreve sobre o fantástico mundo da internet. Twitter: LucianoDias1_ email: LucianoDias1_@hotmail.com. Veja também o meu orkut (lucianodias)
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