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Aproveitando a euforia dos meus conterrâneos piauienses pelos stand up's dos últimos tempos (quem em 2007 sabia que eles existiam? Conto nos dedos...) vamos a parte do assunto pouco divulgada.
O programa humorístico CQC, da TV Bandeirantes, exibiu em 31 de novembro uma peça sobre a pré-estréia do filme Lula, o filho do Brasil em São Bernardo do Campo (SP). Um dos “homens de preto”, Oscar Filho, apresentado no site do programa como ator e humorista, pergunta a dois espectadores se eles conhecem Lula.
"Não só conhecemos como estivemos presos com ele", responderam.
"Ah é? E na cadeia, quem fazia a mulherzinha?" Pergunta o solerte ator desempenhando o papel de repórter.
Na segunda-feira ,após a semana em que a Folha de S. Paulo havia publicado artigo de Cesar Benjamin denunciando um não comprovado ato de assédio sexual de Lula a um preso, é sintomática a pauta do programa na pré-estréia do filme sobre a vida do presidente.
Há um abismo de diferenças entre a irreverência inteligente e a má intenção declarada, o preconceito. Irreverente era o personagem criado por Tas nos anos 80 (posso até me enganar pois só conheço pela internet), Ernesto Varela, enfrentando com humor e picardia de políticos como Paulo Maluf. Hoje, Tas é mais um dos que engrossam o coro dos descontentes com Lula - o que é um direito inalienável.
Claro, democracia é assim. Está lançando até um livro com frases do presidente. No dia 23 de novembro ele comentou no blog: "Nunca Antes na História Deste País , meu livrinho que comenta a epopéia do "cumpanhero" Lula" em forma de frases e novas profissões assumidas pelo ex-metalúrgico no poder, entrou esta semana na lista dos 10 livros mais vendidos da revista Veja. Está na quarta posição, exatamente à frente de um livro sobre canções de Chico Buarque, e da biografia de Erasmo Carlos.
Criticar é ótimo, só não é democrática a crítica que não parte da discordância política, mas do viés de classe. A falta de um dedo, perdido em acidente de trabalho braçal, a falta de educação formal, a origem proletária são indesculpáveis neste presidente, mesmo reconhecido internacionalmente, mesmo com alta popularidade.
Uma trajetória que só tem a orgulhar o país, mesmo aos que discordam politicamente. Um da senzala chegar ao poder é inadmissível para os da casa grande. Até aí, entende-se. Entretanto, também para os que nem a habitam,nem habitarão, mas desejam...
Muitas intervenções do programa são engraçadas, inteligentes. Mas o resto não escapa do estereótipo esclerosado do que se entende por humor na televisão: agressão e preconceito. E, como se apresenta também como um resumo das notícias, sofre do pior defeito do jornalismo, a manipulação.
É claro que QUASE NINGUÉM repercutiu a informação fornecida pela Folha e propagada pelo Tio Reitardado (nem a Veja se atreveu "ela mesma" a subscrever a materia) em sua coluna, de responsabilidade sua, na Veja.
Nem o Ali Kamel da globo...
Enfim. Que coisa, não?
Leia também: Alguém aí é mais fã do CQC do que eu? Valendo o livro do Tas
Flalrreta Alves - Tenho a comunicação como algo social, e não um passatempo ou brincadeira. Comentar as notícias cotidianas, trazer a consciência do nosso papel social para dentro do texto, conseguir vê além dos meios e mensagem. Essa é a proposta do blog que tentarei escrever. Fazer os números divulgados na economia refletir na leitura do dia-a-dia. Tratar de assuntos relacionados ao meio ambiente, mostrando que é possível desenvolver sem desmatar. Mostrar que o cidadão, que lê o texto é peça fundamental para a continuidade do próximo. Fica a dica para mais edições.
Flalrreta Flalrreta Alves. Nome estranho, para a dona indecifrável. Flal, como é chamada pelos amigos, é uma moça alegre e ao mesmo tempo triste. Sempre de bom humor, justa e disposta a ajudar quem precisa, pouco percebe-se o cansaço e a tristeza que essa moça tão enigmática tem.
Filha única, sem pai e criada pela avó, passou em todo vestibular que fez. Não importa se era Contabilidade, Química ou Comunicação Social. Com a graduação, fica dividida entre o mestrado e o cargo de Relações Publicas do Planalto Central.
Um coisa é certa, amar e mudar as coisas é o que mais lhe interessa.
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